Mercado financeiro: o que é criptoeconomia?

Tempo de leitura: 4 min

Escrito por Carlos Meira
em julho 22, 2022

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Criptomoedas já movimentam bilhões e continuam a crescer

Blockchain, NFT, criptomoedas e outros termos caíram no gosto dos amantes de tecnologia. Esses termos fazem parte de um novo mercado, que começou a crescer a partir de 2017: a criptoeconomia. Mas você sabe do que se trata esse novo mercado?

De maneira geral, a criptoeconomia lida com as áreas citadas acima e com todas as empresas que atuam em cada uma delas. Logo, plataformas de mercados de negociação de NFTs e corretoras de criptomoedas estão inseridos nessa economia, cujo ritmo de expansão aumentou nos últimos anos.

Como resultado, muitos países já ocupam posição de destaque nesse mercado, inclusive o Brasil. Mas a criptoeconomia vai muito além das criptomoedas e é bem mais antiga do que elas. Portanto, conheça agora o que é a criptoeconomia e quem faz parte dessa nova revolução.

O início da criptoeconomia

A palavra criptoeconomia ganhou força sobretudo após o ano de 2015, quando a criptomoeda Ethereum (ETH) foi lançada. Na época, os desenvolvedores da rede utilizaram o termo para definir o que a ETH traria de diferente para o mercado.

Quando a ETH surgiu, não havia nenhuma criptomoeda que tivesse criado um ecossistema propício para uma grande economia. O Bitcoin (BTC) já existia, mas sua tecnologia ainda não suportava grandes aplicações, algo que levou o desenvolvedor Vitalik Buterin a investir seu tempo na criação de uma alternativa.

De maneira geral, a criptoeconomia une diversas áreas diferentes dentro do mercado de criptomoedas. Nesse grupo, estão incluídos conceitos oriundos da computação e da criptografia, tais como:

  • teoria dos jogos; 
  • design de mecanismo; 
  • inferência causal; 
  • engenharia de token; 
  • engenharia de segurança da informação, entre outros.

O surgimento da criptoeconomia trouxe uma verdadeira revolução para muitas áreas, como o financiamento de projetos. A forma de ver o dinheiro também mudou, pois cada pessoa e empresa poderia criar sua própria criptomoeda, um dinheiro para chamar de seu.

Dessa forma, o mercado cresceu de uma maneira exponencial em quase uma década de existência. Hoje, existem mais de 20 mil criptomoedas e outros milhares de projetos diferentes nesse mercado, cada um atendendo a funções e públicos diferentes.

Áreas da criptoeconomia

Um campo tão vasto como a criptoeconomia naturalmente tem uma ampla divisão. Conforme o mercado evoluiu, o uso das criptomoedas nesse setor ganhou melhorias e inovações nunca vistas antes.

Atualmente, estes são os principais setores que estão crescendo dentro do mercado: tokenização, finanças descentralizadas (DeFi) e Organizações Autônomas Descentralizadas (DAO).

Tokenização

A tokenização é o processo que envolve duas partes. Você pode criar um bem totalmente digital na forma de um token e negociá-lo através da blockchain, ou pode pegar um ativo real e criar sua representação digital em forma de token.

Um token é uma chave eletrônica ou um código que representa um ativo ou parte dele. Na blockchain, os tokens possuem características únicas, que os diferenciam dos demais, permitindo que um usuário possa facilmente provar que é dono de um token.

As principais aplicações atuais dos tokens na criptoeconomia são na criação de NFTs — especialmente artes digitais — e na tokenzação de ações e ativos financeiros.

DeFi

O termo DeFi é utilizado para designar uma série de protocolos que trazem serviços financeiros do mundo tradicional para a criptoeconomia. Dentre esses serviços, estão empréstimos, ganhos de juros, entre outros, geralmente ligados a bancos.

A diferença é que nos protocolos DeFi não há um banco ou instituição financeira no controle. Todos os fundos ficam com os seus donos, que também possuem poder de voto. Dessa forma, eles podem decidir o futuro do protocolo no qual aplicam seu dinheiro.

DAOs

As DAOs são um tipo de organização que não possui hierarquia, ou seja, não há um chefe, CEO ou dono por trás. Todas as decisões partem dos próprios usuários que possuem tokens da organização e, portanto, podem votar quais decisões serão tomadas.

Logo, as DAOs podem ser criadas para gerir qualquer coisa. Um clube de futebol, por exemplo, ou até uma empresa, podem ser criados no formato de DAO. Quem possui tokens consegue tomar decisões e contribuir para a evolução do projeto.

O Brasil

Embora o Brasil não costume adotar inovações logo de cara, esse não foi o caso das criptomoedas. O país está entre os top 3 países em crescimento de usuários de criptomoedas, juntamente com Hong Kong e Índia.

Os dados são de um estudo realizado pela exchange Gemini, que analisou o comportamento de mais de 30.000 investidores em 20 países. No comparativo entre continentes, a criptoeconomia cresceu 46% na América Latina.

Somente em 2021, conforme dados da plataforma Cointrader Monitor, os brasileiros negociaram 409.881,15 BTC, o equivalente a R$ 103,5 bilhões, um aumento de 16,7% em comparação ao ano anterior.

E mais do que um investimento, os brasileiros também estão utilizando criptomoedas como meio de pagamento, mostrando que essa economia ainda tem muito a crescer e trazer em termos de inovação.

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