Investimentos de renda fixa X renda variável

Tempo de leitura: 4 min

Escrito por Carlos Meira
em julho 7, 2022

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Um dos segredos do sucesso de uma carteira de investimentos no longo prazo é a sua diversificação entre bons ativos de renda fixa e variável. Conheça suas características e riscos

Ao tomar a importante decisão de investir parte da sua poupança para formar um patrimônio sólido e rentável no futuro, é normal que surjam dúvidas sobre as diversas opções de investimento disponíveis no mercado.

E um dos aspectos mais importantes para fazer o dinheiro render de forma segura e consistente no longo prazo é a tal da diversificação, isto é, a alocação dos recursos em diferentes classes de ativos e segmentos de mercado, a fim de evitar que o portfólio fique concentrado demais e suscetível a perdas muitas vezes irreparáveis.

Neste artigo, vamos entender melhor a diferença entre os investimentos de renda fixa e renda variável e qual deve ser a composição ideal de uma carteira robusta e resistente a crises, de acordo com seus objetivos de investimento.

As duas únicas operações do mercado

É muito comum que, ao começar a investir, você se depare com uma verdadeira “sopa de letrinhas” referente às inúmeras siglas que denominam os ativos financeiros em nosso mercado, como CDI, CDB, CRI, LCA, NTN-B, FII, IBOV e por aí vai.

A verdade é que investir, não importa se estamos falando de renda fixa ou variável, resume-se a apenas duas operações: ou você empresta dinheiro para alguém (geralmente uma empresa ou um governo) ou você se torna sócio de um negócio, passando a compartilhar dos seus resultados, sejam eles positivos ou negativos.

Portanto, todo o universo de investimentos pode ser resumido a estas duas únicas operações financeiras: empréstimo ou equity (sociedade).

Diferenças entre renda fixa e variável

A renda fixa é composta principalmente por operações de empréstimo, em que o tomador se compromete a devolver o capital concedido sob determinadas condições, como amortizações periódicas e pagamentos de juros, dentro de um prazo determinado.

Quando você compra um título do tesouro direto, por exemplo, está emprestando dinheiro para o governo, que utilizará os recursos para cumprir suas mais diversas obrigações, como financiamento da educação, do sistema de saúde, da segurança pública e da defesa nacional. O mesmo vale para as debêntures ou outros títulos de renda fixa privada, como CDB, LCI, CRA,  etc., em que você está financiando uma determinada atividade empresarial em troca de juros sobre o capital investido.

Já a renda variável é formada, de modo geral, por operações de equity, nas quais você se associa a determinado empreendimento com a intenção de receber uma parte dos seus resultados ao longo do tempo. Neste tipo de operação não há uma taxa de remuneração predefinida, portanto, pode variar de acordo com as condições do mercado e a performance do projeto em questão.

Quando você compra uma ação na bolsa de valores, está se tornando “dono” de uma fração daquela empresa, por acreditar que ela entregará resultados promissores no longo prazo na forma de distribuição de dividendos e reconhecimento de mercado.

O mesmo vale para um fundo de investimento, como um fundo imobiliário, em que você busca receber mensalmente uma parte dos aluguéis dos estabelecimentos que compõem o portfólio do fundo, como lajes corporativas, galpões logísticos, centros comerciais, etc.

Na renda variável, no entanto, não há uma taxa de remuneração prometida. Por isso, pode acontecer de os investidores sofrerem uma perda patrimonial, caso as ações das empresas que estão na sua carteira se desvalorizem ou o desempenho dos projetos do qual sejam sócios fique abaixo das expectativas.

Riscos

É preciso lembrar que qualquer tipo de investimento, seja ele de renda fixa ou variável, envolve riscos que precisam ser avaliados na hora de definir o peso de cada ativo na carteira.

Nas operações de empréstimo, o que deve ser avaliado é o risco de crédito, isto é, a capacidade de pagamento do tomador. No caso do governo, ainda que o risco de calote seja inexistente, pois ele coleta impostos e cria a moeda na qual os títulos são emitidos, há o risco de carregamento dos papéis até a data de vencimento, haja vista que a taxa paga em determinado momento pode ficar defasada em relação ao nível de juros e inflação da economia.

Dessa forma, se você comprar um título pré-fixado do Tesouro que paga 8% ao ano, e a inflação, ao longo do período do investimento, ficar em 10% ao ano, você terá tido uma perda patrimonial de mais de 2% ao ano, considerando os custos da operação.Por fim, nas operações de equity, o principal risco é o de performance do projeto ou negócio ao qual você se associa. Assim, se você comprar cotas de um fundo imobiliário que, por diversas razões, apresenta um nível de vacância acima do esperado, receberá pagamentos abaixo do previsto no momento do investimento.

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